Conte a sua história!

De primeiro de  janeiro a 16 de abril de 1984, mais de três milhões de brasileiros participaram de 53 grandes comícios em dezenas de cidades brasileiras. Era o auge da campanha das diretas, o maior movimento de massas da história do país e que, mesmo derrotado, colocou um ponto final na ditadura que começara 20 anos antes.

Este blog pretende recuperar a memória coletiva do movimento – e da chamada resistência democrática ao regime militar. Se você tem uma história, uma lembrança, uma foto, uma curiosidade, um vídeo sobre a campanha ou sobre a tal resistência, mande para cá ou para o site . No Twitter e no Facebook você também encontra detalhes sobre o período pesquisado e outras curiosidades.

Além de publicado aqui, o material poderá ser aproveitado no livro que estou produzindo, com apoio da Uninove e do Instituto de Cultura Democrática.

Paulo Markun

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Cotidiano das diretas

Sérgio Luiz de Cerqueira Silva conta detalhes do cotidiano político em 1984:

 

Em 1984 eu era estudante de economia na USP, militava no PT de Santo André e no CA da faculdade. A ditadura era mais uma ameaça de retrocesso do que efetivamente um peso sobre a liberdade de expressão ou de reunião. Sobre o movimento sindical havia ainda a realidade da intervenção nos sindicatos, mas todos acreditavam ser possível organizar a classe trabalhadora sem a estrutura oficial (era um engano; nem os sindicalistas queriam de fato abrir mão do imposto sindical).
A campanha foi uma festa. Marcávamos com os amigos e íamos todos juntos para as manifestações. Lá encontrávamos todo mundo: professores, chefes, amigos do colegial, amigos dos nossos pais, todo mundo. Era como uma festa.
Estive em todos os comícios, desde o primeiro no Pacaembu, no dia da morte de Teotônio Vilela, até o último na Praça da Sé, quando por telefone, Orestes Quércia informava à praça sobre a derrota da emenda.
A censura à imprensa nos últimos dias de campanha e o boicote da Globo só demonstravam pra nós que estávamos próximos da vitória (outro engano) e reforçava nossa disposição de participar daquilo tudo.
Eram outros tempos. Os partidos viviam da venda de camisetas e broches da campanha; artesãos faziam peças lindas que eram vendidas nos centros acadêmicos e decoravam nossas boinas vermelhas.
Num determinado momento estávamos tão certos da vitória que, para nós jovens petistas, a ameaça não era o General Newton Cruz, mas sim a proposta de conciliação de Tancredo Neves.
Não posso deixar de testemunhar que nós, jovens daquela época, vivíamos a sensação de estar fazendo a história, o mesmo que devem sentir os milhares de jovens que ocuparam a praça Tahir.
A derrota é claro que foi muito ruim, mas passados tantos anos me lembro com nostalgia daqueles dias e dessa sensação.
E por fim, quero deixar meu testemunho sobre algo muito valioso: as meninas da esquerda eram bem bonitas e gostosas nas suas camisetas brancas, calças jeans e sandálias de couro.

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Fazendo história

Fátima Peres compartilha a emoção que sentiu ao participar dos comícios de 1984:

 

Tinha 16 anos, ainda no segundo grau. Participei desse movimento, entre outros, desde 1980 com o processo de reconstrução das entidades estudantis em SP.
Estava no comício do ABC, falei pela entidade que eu representava, na época UMES-SP. No comício do Anhangabaú, não acreditávamos quando andamos, andamos, e não tinha mais espaço para chegar perto do palanque. Foi um arrepio. Uma sensação que ali, naquele momento, eu estava fazendo história; estava de alguma forma ajudando a mudar os rumos do país e também estava sendo modificada pela história.
Em 1982 fui presa pelo DEOPS/SP. Saí de lá e continuei, sem medo, sem culpa, e hoje me sinto muito privilegiada de poder ter feito parte dessa história. Mais ainda em poder compartilhar um pouquinho da
minha história com tantos que estavam lá também, e outros tantos que nem tinham nascido.

Hoje sou professora e faço pós-graduação na USP. Obrigada pela oportunidade.

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O Pau de Arara

Karen Keilt recorda a violência e a opressão durante a ditadura.

 

Em julho deste ano eu publiquei e liberei o meu livro aqui nos Estados Unidos, intitulado “The Parrot’s Perch” (O Pau de Arara).  O livro tem sido muito bem recebido aqui e no exterior, com várias críticas postadas na Amazon.com.  O livro também está sendo blogueado no Huffington Post e tem atraído vários artigos em jornais locais.  Adicionalmente o livro tem sido escolhido como livro do mês em várias bibliotecas e clubes de leitores através dos EUA, e está sendo devolvido em Hollywood como filme.

Esta e a minha história.  No dia 19 de Maio de 1976, com 23 anos de idade meu marido de três meses e eu fomos presos falsamente e encarcerados na DEIC em São Paulo.  Nos dois fomos torturados no pau de arara e eu fui violada várias vezes. Após 45 dias minha família fez um pagamento  de suborno de quatrocentos mil dólares e fomos libertados.  Ambos eu e meu marido sofremos muito e nosso casamento sofreu também.  Em Fevereiro de  1979 eu fugi do Brasil e meu marido que se tornou alcoólatra com meu filho de 18 meses.  Tive que deixar minha família, todas minhas coisas e todos meus amigos para procurar uma vida de paz nos EUA.  Trabalhei muito como empregada e garçonete, e após muitos anos conheci um americano com quem me casei e fizemos uma vida muito boa.

Porém durante todos estes anos sofri muito de minha experiência, tive muitas noites cheias de pesadelos e sem dormir, nem poder falar sobre o que me aconteceu.

Quando ouvi as notícias que o Brasil iria ser hóspede do mundo durante a Copa de 2014 e os jogos Olímpicos de 2016 eu soube que teria que contar minha história.  Em 2008 eu comecei a estudar Yoga e aprendi que a remissão era deixar de ter esperança que o meu passado poderia ter sido diferente.  Eu sabia que eu teria que fazer algo para chamar atenção da situação violenta e corrupta no Brasil.  Eu descobri que eu tinha uma voz e entao escrevi meu livro para trazer atenção a situação.

Quando Dilma Rousseff foi eleita Presidenta do Brasil eu fiquei muito contente, pois conhecendo sua própria história de prisão e tortura eu tinha certeza que ela iria agir para fazer alguma coisa.  Mas em 2010 A Presidenta ratificou uma lei de 1979 garantindo imunidade aos torturadores e eu fiquei novamente muito entristecida.

Meu livro foi lançado em julho de 2011 e em agosto eu enviei uma cópia a Presidenta pois o prefácio do livro é uma carta pessoal a Presidenta Dilma Rousseff implorando a ela a retornar a lei de 1979 e trazer justiça às pessoas que sofreram tanto por causa das violências humanas que ocorreram entre 1964 e 1985 e que até hoje acontecem no  Brasil através das Esquadrões de Morte e suborno e tortura de prisioneiros.  Porém eu nunca tive nenhuma resposta da Senhora Presidenta.  

Agora no dia 23 de Novembro de 2011 a revista de notícias dos EUA The Economist publicou uma história contando que com o suporte do Presidente Obama a Presidenta Rousseff agora mandou fazer uma Comissão da Verdade e que estes crimes serão investigados.  Depois de aparecer este artigo, o jornal The New York Times também publicou um artigo escrito por Sr. Eduardo Gonzalvez para acabar com a violência e corrupção no Brasil.  Eu nao posso saber se meu livro teve alguma influência nestes resultados mas espero que a atenção mundial e os olhos do planeta estarão vigiando o Brasil para ver se estas violações de direitos humanos no Brasil desaparecerão.
Para ver o meu livro e ler críticas, por favor visite estes sites: www.Amazon.com or www.tinyurl.com/parrotsperch
Para ler os artigo de The Economist e The New York Times, por favor visite estes sites:
http://www.economist.com/node/21538786
http://www.nytimes.com/2011/12/03/opinion/brazil-shatters-its-wall-of-silence.html

Como uma mulher sozinha tentando ajudar o Brasil que amo com todo meu coração, por favor me contate e visite minha página no Facebook, Twitter e Amazon.com.

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Uma grávida na passeata

Elyan Dellaperuta relembra sua experiência na campanha:

Gostaria de registrar minha história, no dia da Passeata pelas Diretas Já,
no ano de 1984. Meus pais não puderam faltar ao trabalho para ir. Seriam
descontados e o dinheiro na casa deles era pouco… Eu fui a “representante
da família”.  Estava grávida de 3 meses e saí do trabalho (se não me
engano, às 14 horas) para participar da concentração, na Avenida Rio
Branco (RJ). Só fiquei preocupada quando vi soldados da PM montados em
cavalos (tropa da cavalaria???) próximo ao povo, que num entusiasmo
contagiante, trazia bandeiras nas mãos e muita indignação, revolta e
esperança no peito. Foi um momento único, de verdadeiro censo cívico, de
um amor real pelo Brasil, de lutar para fazer o país dar certo. Passaram
pela minha cabeça, muitos heróis mortos pela ditadura, como Herzog, Lamarca
e tantos outros. Havia tanta emoção naquele momento, que o medo da
cavalaria desapareceu e em seu lugar, surgiu um sentimento de honra, por
estar presente, participando de um ato tão importante para todos nós,
brasileiros.
Parabéns a vocês, que estão resgatando esta memória tão fundamental para
as novas gerações não perderem o sentido de nossa verdadeira história.

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Lembranças

Mais recordações de brasileiros que, de um jeito ou de outro, estiveram nos comícios das diretas:

1- Josué Sales da Silva
Estava eu sentado ao lado de meu pai e minha mãe, meu pai um tanto cético
pois tinha ainda na sua historia de vida a ditadura como elemento norteador
da sociedade, claro que por sua pouca instrução advinda do modelo de
governo e filho de militar, eu, um pouco absorvido pelo acontecimento, um
misto de desejo de mudança e medo do que poderia surgir pela frente, novos
desafios, enfim, e minha mãe olhando a televisão, não sei ao certo se ela
estava um tanto perceptiva do fato ou se era pensamento do que fazer no dia
seguinte.

2- Sirlene Paes

Sou historiadora e professora de História. Na época das diretas já, eu
tinha 15 anos, cursava o primeiro ano do Ensino Médio e fui num grande
comício na praça da rodoviária aqui em BH. Porém, como sabes, as aulas de
história, cerceadas que eram, não abordavam questões políticas. O ensino
era aquele tradicional e sem propostas de reflexão, haja vista o ainda
contexto ditatorial. Assim, fui no comício sem entender bem do que se
tratava. Fui porque diziam que teria show do Chitãozinho e xororó
gratuitamente, sem sequer conhecer o teor reivindicativo daquela multidão
aqui reunida…mas ficou registrado em minha memória os brados de Tancredo e
Ulisses a favor da democratização…

3- a coleguinha Isabel Magalhães, jornalista e amiga:

No dia das Diretas Já no Rio, na Av. Presidente Vargas, lembro que saí da
redação da TV Manchete, no Russel. Cheguei ao centro e vi aquele mar de
gente. Meu objetivo era atravessar a  Presidente Vargas para encontar
amigos que estavam no Hotel Guanabara, outro lado da Avenida. Eles haviam
alugado um quarto para gravarem o comício lá de cima.
Era tanta gente que achei que não conseguia atravessar. De repente, surgiu o
Ricardo Boechat, que me pegou pela mão e fomos passando no meio daquele
multidão. Do hotel Guanabara, assisti a um dos eventos mais emocionante da
minha vida.
Também me lembro da votação das diretas. Estava na TV Manchete, jogando no
ar um repórter ao vivo na Cinelândia, onde a população acompanhava a
votação num painel.
O Rio foi uma festa naquele tempo. Brizola era o nosso líder.

4-Haroldo Ceravolo Sereza:
Eu tinha 10 anos, morava numa cidade do interior de SP, Martinópolis, e acompanhava o movimento pelas conversas dos adultos. Tinha um casal de vizinhos, dr. Bianco, médico, e Vera Bianco, que saíram em buzinaço pelas ruas da cidade no dia do comício (acho) de São Paulo. Minha mãe foi junto. No final, a polícia parou na frente da casa deles e anotou o nome de todo mundo.

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Cachaça de derrubar general

Na campanha das diretas, Elenara Vitoria Cariboni e seus companheiros resolveram produzir uma cachaça especial. Ela diz que sobrou só um rótulo e relembra essa historinha:

Caro Markun

te mandei por tuiter o rótulo da Cachaça das Diretas, aquela que derruba general, alto teor de combatividade, amadurecida na lutas… é realmente um prazer falar sobre isso, pois fazíamos parte de uma organização clandestina da 4ª internacional, a Democracia e Socialismo, mas éramos um pouco descentralizados do centralismo democrático, hehehe… quer dizer, fazíamos coisas tipo extra-classe, e a cachaça foi uma dessas funções… compramos toneis de cachaça, se não me engano de algum lugar em canoas/rs, levamos para dentro da sede do jornal em tempo, e passamos umas duas noites engarrafando e rotulando… o rotulo da cachaça foi feito em serigrafia, o mago das artes visuais, o saudoso Helinho Torres, é o criador da nossa ideia coletiva… rotulamos e engarrafamos, ou seja, a cachaça das diretas foi feita por nossas mãos… no dia do comicio, ainda tínhamos um tonel de cachaça na sede do jornal, mas a demanda foi tão absurda que tivemos que levar o tonel pra esquina democratica e seguir nossa linha de produção ali mesmo na esquina democratica… maior sucesso… cachaça da boa, ardia na goela, hehehehe… bem, posso contar mais em detalhes, mas daí vou encontrar os que ainda existem, pois dois já faleceram, Helinho e Marco Amaral, eramos cinco no total, coisa de filosofia punk, faça você mesmo, qdo a gente sente que a boa ideia pode deixar alguns contrariados, hehehehe. besos

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Preciosidade

Janaina Batini, da Multimeios Comunicação e Editoração achou esta preciosidade nos arquivos implacáveis dela. Tenho certeza que muita gente tem outros materiais da campanha das diretas. Vamos reunir isso? 

Cartaz convocando todos a transformar a véspera da votação num protesto sonoro

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Um terrível neologismo

Gérson Siqueira, jornalista, aqui de São Paulo, relembra outro momento daqueles tempos sombrios:

Em Março de 1976, um ano depois da morte de Wladimir Herzog nas dependências do DOI/CODI de São Paulo, o também jornalista Oscar Maurício de Lima Azêdo (foto) foi levado para as dependências do mesmo órgão no Rio de Janeiro, sofrendo uma série de torturas físicas e psicológicas. Azêdo foi interrogado pelo delegado Borges Fortes (Dops), o mesmo que também interrrogou o colega Luís Paulo Machado.
Tanto Azêdo quanto Machado passaram, encapuzados, pela famosa “cadeira do dragão”, na qual foram torturados com choques elétricos. O suplício de Azêdo durou 48 horas, período em que ouviu dos agentes de repressão a infame ameaça:  ”vamos herzogá-lo”, ou simplesmente, dar fim à sua vida, como fizeram com Wladimir Herzog.

A repressão não mudou. Apenas adquiriu contornos mais sutis, como a mordaça do silêncio, imposta pelos juízes que usam a toga apenas para satisfazerem seus interesses pessoais. Maurício Azêdo, que atuou nos mais importantes veículos de comunicação e hoje é presidente da ABI (Associação Brasileira de Imprensa)- na qual fez importante remodelação- sabe bem de perto o que foi viver nos anos de chumbo.

Gérson Siqueira, 29 anos de profissão, é jornalista em São Paulo.

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O primeiro depoimento com o site no ar

Felipe Soutelo mandou como comentário. Vira post. Quem tiver outros relatos, é só mandar.

 

Em 1982, eu tinha 11 anos de idade. Apesar de ser uma criança não havia como não sentir o sopro da democracia nas montanhas de minas. Morava na época em Belo Horizonte e a política começou a despertar interesse em mim. A brincadeira de fingir ser jornalista e entrevistar meus familiares e vizinhos sobre a importância da democracia, de sair na rua, na esquina de casa e pedir votos para  Tancredo para governador. Esse foi o ambiente que moldou valores e crenças que são grande parte do sentido da minha vida.
Acompanhei todos os acontecimentos do movimento das Diretas Já pela televisão e vibrava em ver as manifestações crescendo e o povo brasileiro tomando as ruas para o brado de liberdade, assumindo o papel de protagonista de sua história. Dante Oliveira virou um ídolo, alguém que teve a coragem de materializar em um pedaço de papel toda a esperança de um povo.
Chorei com a derrota da emenda da democracia no plenário da Câmara. Chorei a plenos pulmões. Senti pela primeira vez como no mundo dos adultos as vezes os sonhos são roubados e a esperança pode sofrer um terrível abalo.
Com a eleição de Tancredo, pelo colégio eleitoral, reencontrei o otimismo que as coisas estavam voltando aos trilhos. Com sua morte achei que tudo estava acabado.
Depois, em 1986, mudei para São Paulo, enveredei de vez pelo caminho da militância partidária, acreditando que os partidos eram a forma de fortalecer a democracia. Hoje, sou um homem tentando novos caminhos, buscando continuar minha trajetória em frentes distintas, nesse mundo novo com novas formas de militar.
Mas existe um dia que para mim foi um marco: 15 de outubro de 1989. O dia da primeira eleição presidencial depois de décadas. É claro que foi um marco para história do Brasil, mas para mim foi o dia que nunca mais vou esquecer.
Vi meu pai tomar um banho, fazer a barba, pentear os cabelos, colocar uma roupa bonita, broches de Mário Covas, nosso candidato e ir comigo e com meu irmão para o Colégio Mackenzie. Juntos, todos nós pela primeira vez, fomos dar nossa contribuição para o futuro de nosso Brasil. Nesse dia, depois do voto, nós choramos juntos em um abraço. Um abraço que foi como um grito: Viva a democracia! Viva o Brasil!

Felipe Soutelo

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Galeria de fotos

Jorge mandou comentário ao post Articulando…perguntando se não vamos ter uma galeria de fotos. Vamos, sim. Basta mandar o contato por email, pra gente acertar como receber as imagens. É um dos pilares desse projeto, resgatar a Memória Coletiva. Vídeos e áudios são muito benvindos também. Além dos depoimentos pessoais. No Youtube, por exemplo, não achamos quase nada de Lula, Ulysses e Teotônio na campanha. Mas deve haver.

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